terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sobre as manhas de domingo

Depois de acordar do teu lado reparei que as manhas tem um sabor engraçado quando elas começam com um beijo seu. Não digo que me viciei nos teus delirantes suspiros e nem mesmo que não viverei mais um dia sem eles, pois seria exagero tremendo, apenas digo que te ter como par em qualquer noite me deixa extasiado, quase que com aquele sorriso bobo que é comum num homem quando está diante de uma mulher fabulosa.


É claro o meu nervosismo juvenil quando tomo você em meus braços e conduzo um beijo para teus lábios, pois nem sei sempre qual é a medida do beijo que lhe cai bem e como numa dança as vezes me pego lembrando dos princípios básicos, me guiando inseguro, sentindo o sabor de tua lingua que me apaga a sede e aumenta o fogo do meu corpo, que se alinha nos teus contornos, pedindo mais um pouco dos teus olhos e tentando tirar de você mais sorrisos ou suspiros que revelem sua satisfação em estar comigo.


Nem sempre deixo os meus pensamentos a sua disposição, pois como todo bom homem sei que a alma do negócio é deixar um pouco escondido para aquelas conversas a dois, que surgem numa varanda, entre um trago e outro, quando deixamos o vento bater e a tarde cair, antes de nos despedirmos e começarmos uma nova semana, na esperança de que na sexta nos encontraremos de novo.


Não sei se rola saudade ai da onde você está sentada ou se é apenas alguma coisa passageira e honestamente não pretendo mesmo ficar pensando nisso, pois acredito que somos mais gostosos sem essas pequenas dúvidas que não nos cabem mesmo. Prefiro deixar o momento revelar o fato de que pra mim são nossos beijos que deixam boa parte do meu dia alegre e que são seus olhos que me agradam admirar enquanto o sol se despede num fim de tarde de domingo.


A mais pura lógica se despede quando me deixo levar pelo jogo sutil que os deuses revelam para mim, quando me surpreendo com seu jeito as vezes parecido com o de mãe, me olhando e pedindo pra que eu me comporte ou obedeça alguma regra não tão necessária, mas realmente importante. Acho graça desse seu ar tão cuidadoso comigo e me pego tendo o mesmo comportamento preocupado contigo, quando deixa escapar que não está muito bem.


Como da primeira vez, não defino ainda em palavras o que somos, pois acredito que ser definido nesse momento ou em qualquer outro, algo banal que vale só pra quem quer viver para ostentar e não para experimentar o que lhe é oferecido. Prefiro então dizer que me delicio cada vez mais com você em minhas manhãs, tardes e noites e continuo dizendo que deixo a cargo do acaso os próximos encontros ou desencontros

Nenhum comentário:

Postar um comentário