segunda-feira, 26 de setembro de 2011
O teatro dos vampiros
Parece engraçado, mas essa foto deve ter uns quatro anos e eu pareço não ter sido afetado pelo tempo, pelo menos não tanto quando eu deveria.Continuo não tendo muito dinheiro e sou parcialmente distraido como na foto, o cabelo e as olheiras estam maiores bem como a barba que agora torna-se inconveniente.
Parecia que éramos felizes neste dia, mas honestamente eu não me lembro dele mais, posso dizer alguns eventos ocorridos, mas n lembro mais o que eu sentia quando estava sentado do lado de pessoas que eu deveria respeitar mais. Era um domingo, como todos os domingos deveriam ser, ensolarados e com churrasco e com amigos a volta da mesa. Celebrávamos um ano de uma de poucas coisas em comum que nós tinhamos, talvez fossem nossos sonhos ou nossas perspectivas, também não me recordo e não aceito as explicações mais levianas dos céticos, que me narram esse evento apenas como um encontro de nerds pra rolar dados e celebrar um pedaço de papel. Deveria ser alguma coisa maior que que isso.
O tempo parece injusto quando se falam das coisas que já tivemos e no dia em perdiamos a tarde inteira fingindo ser soldados, nos perdemos sem saber quem era o inimigo ou talvez tenhamos vivido num tempo de ilusão que esquecemos o que era real e verdadeiro, mas seja qual for a resposta do por que chegamos ao fim, digo que o que restou da época em que foi tirada essa fotografia, foram apenas as promessas de uma vida melhor, de que seriamos para sempre ou ao menos por uma década eternamente Seven.
Bem deve ser a maior benção do fim de todas as coisas, mas sempre fica mais claro os erros do começo quando ja estamos no fim da estrada e eu poderia apontar todos os nosso. Falamos demais, confiamos de menos e deixamos nossas sombras serem mais sinceras que o que era feito aos olhos de todos. No fim estávamos tão mortos e tão falsos que nosso sorriso era algo programado assim como os abraços e os tapas nas costas. Tudo era tão perfeitamente mentiroso que deixamos o que tinha pra ser dito ou entendido pra hora em que nada era mais sóbrio, só pra ter a desculpa de entender da forma que se melhor entende. E
Parecemos viver dez anos ou mais em apenas um mês e como conspiradores politicos deixamos de ser sete para nos tornarmos nove e a arte de atuar na mesa virou a habilidade de conviver, fingir e até as disputas eram mais uma medida de atuar, sentindo uma raiva que nem existia, só pra intensificar o que não era realidade. Mas sabiamente o tempo levou tudo embora e para os que acham que ele foi injusto, como eu, devemos perceber que quando tinhamos o presente, preferimos não entender o que era obvio naquela foto: Éramos amigos.
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