Quem sou eu? Dizem que um monstro, um doente sexual que passa a maior parte do tempo preso em masturbação e planos dementes. Visto assim, pareço aqueles velhos vilões de desenho animado que deveriam ficar no Arkham. Visto assim, muitas vezes eu me sinto lá, cercado de pessoas tão loucas quanto eu, tão maníacas quanto eu, tão livres quanto eu e nesse momento eu me esqueço que não há liberdade, mas amarras e que eu não sou um monstro, nem de longe mereço ser tratado como um. Sou apenas comum.
Ser comum é a pior condenação da alma imortal de um homem com Q.I. acima da média, pois isso o prende nas mentiras televisivas, entre as correntes anoréxicas de uma sociedade podre, que espiona, estupra esposas e mata seus lideres mais ávidos. Uma sociedade que quer que você pense que é diferente, pela música que ouve, pelo lado do corpo que sente prazer, pela cor que nasce ou pelo lugar que vive. Uma sociedade medíocre criando seus times, seus lados, suas rivalidades e seus ídolos de prata.
Como eu odeio o tempo que perdi acreditando nesses tolos que determinaram um quadrado para que eu me visse como o doente, o perverso, mas são eles que matam, roubam e apoiam um monte de assassinos uniformizados para sua própria segurança. Seu corpo é vendido por tão pouco ou nada enquanto gritam para o homem de bigode grosso que ele pode ser respeitado por nada.
Desista da resistência teórica e veja que a sociedade não está ruindo e sim consolidada em torno de seus dogmas, comendo, roendo e massacrando o pensamento livre, pois nada é livre demais, nada pode sair do seu pequeno espaço branco. A sala da insanidade comum para todos nós.
E todo seu esforço para cantar e dançar livre no jardim da babilônia é tão patético que os iluminados riem de nós, chafurdando seus egos na lama podre que é ser humano. Gay? Lésbica? Negro? Branco? Mulato? Pirocudo? Fodedor? Cantor? Nada disso importa, se não souber o que significa ser humano e ninguém sabe ser ou é de fato humano, pois para isso precisa-se do sacrifício de viver e morrer por algo mais que o salário, ou a comida, ou o sexo e outros tão levianos feitos comuns de nós, A sociedade.
Em busca dos Iluminatti? Eles são quem deixamos eles serem. Eles nos temem, por isso nos controlam tanto. Somos mais perigosos para eles que o contrário. Eles são apenas nossos reflexos, nossos desejos deturpados de sermos poderosos. Eles são mortais e tudo cai por terra quando lembro-me disso.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
Replicante
Em tempos sórdios a carne pérvida é flagelada por todos que tem vergonha de por onde gozam e viram a cara diante do falo que os atrai. A sociedade nos castra e sem ter por onde, vão tomando o lugar do seu próprio prazer, substituindo teu futuro por algo que possa ser vendido junto com sua roupa intima, seus sonhos e sua coisa tão delineada por Deus e coisa e tal.
Me vesti da pele dos hipócritas para estuda-los melhor e em pouco tempo também comia da comida deles, partilhava suas visões e ainda podia, sem excessos e dentro de quatro paredes praticar meus hobbies. Beijar raposas e dividir gozo da minha companheira foram muitas vezes o que eu praticava quando estava sozinho, mas me especializei em ressucitar depois das dez ou a qualquer momento no inverno e foi assim que me desdobrei mais vezes em novos nomes e distinções, vivendo do ócio e do casamento com o acaso.
Amendrontei a minha liberdade e dei a ela um novo nome, para que os idólatras da sociedade dos extremos não vissem que eu era mais que eles, tendo sob meu poder a determinação do meu prazer, sendo eu quem decide sobre quem cairá meu leite. Eu era ao mesmo tempo eu e outro ser diferente pelo paradoxo que era viver entre eles e amar ter até o talo mais do que faz minha boca desejar engoliar, morder e salivar.
Piratas saqueando o prazer e outros roubos comuns de identidade enfeitaram minhas noites desde então e quando eu ousava caminhar sob as sombras do vale da morte, me deparava com as putas e os vadios ou melhor, meus amigos e amigas, e seus olhos imploravam para que eu me livra-se da marca sombria e viesse para seus braços curtir o carnaval oculto que se dissipa sempre que o sol crê poder brilhar mais que qualquer um de nós.
Após anos preso entre os hipócritas, me mutilei e regenerei meu membro um número interessante de vezes, sendo punido pelo ciúme de acreditar ser ainda dono do meu corpo e não mais um produto do Estado que infecta com sua doença do certo e levando meu eu ao duvidoso. O lixo e o luxo sendo vendidos ao mesmo preço e eu ali querendo apenas ser imortal, manisfestando minha presença na história enquanto dançava conforme a música dos nomes anônimos.
Quando encaro meu espelho e o interrogo, não sei se sou eu ou outro que responde que está cansado de estar ali, resistindo aos danos causados pelas bombas atômicas das lágrimas que rolam em todo término de ciclo. Sem amores e sem temores para aqueles que andam entre os dois mundos e sabem como comer, beber e sobreviver com as dobras que fazemos pelo caminho.
sábado, 4 de maio de 2013
Entre o Alfa e ômega
Já ouvi todas as músicas que fariam a minha dor diminuir, mas o peso dos títulos e dos romances que nasceram nesses muitos dias em que nos deitamos em camas de espinhos. Há amargura em nossos toques, sem a menor chance de rendição dos desejos de ambos os lados, criamos uma guerra fria, cheia de esquifes de gelo e madrugadas iluminadas com o suave branco de Selene, deusa graciosa da lua.
Somente mágoa resta em meu peito e a maioria vem dos meus erros que você decorou muito bem e os copia como eximia maestria mostrando o monstros que eu criei e agora adormece em meu lado, como se eu fosse nada além de um troféu estranho que não é capaz de abrandar seus desejos tão solitários. Os dedos ávidos escrevem a história e os romances se iniciam tão alheios a nossa vontade que quando olho esse estranho lugar entre o inicio e o fim do nosso romance, vejo as conversas na ponta do ouvido e as lágrimas que preenchem meu peito e afogam tudo que eu penso.
Você chora, mas deseja outro, me lembrando que sou apenas um acidente que surgiu e nada mais. E nos momentos de dúvida que me passam quando vejo que a pessoa que dorme comigo sente o cheiro de outros, reparo que não te conheço e não creio no amor que jura ter, como se eu fosse realmente alguém que mexesse contigo e não um efeito colateral de uma noite fria num bar, onde todos estavam perdidos.
Antecipo minha partida, pois sei que ao anoitecer teremos o eclipse total do nosso coração e nesse momento tão oportuno o ômega negro dos assassinos hindus vai degolar meu amor, num jogo de bolas e com sabor de cerveja. O fim será na cama de motel em que aquilo que tanto quis irá acontecer e eu serei jogado naquele limbo solitário que todas as almas tão solitárias vão vagar para beber e esquecer dos romances que não deram fruto nenhum.
Somente mágoa resta em meu peito e a maioria vem dos meus erros que você decorou muito bem e os copia como eximia maestria mostrando o monstros que eu criei e agora adormece em meu lado, como se eu fosse nada além de um troféu estranho que não é capaz de abrandar seus desejos tão solitários. Os dedos ávidos escrevem a história e os romances se iniciam tão alheios a nossa vontade que quando olho esse estranho lugar entre o inicio e o fim do nosso romance, vejo as conversas na ponta do ouvido e as lágrimas que preenchem meu peito e afogam tudo que eu penso.
Você chora, mas deseja outro, me lembrando que sou apenas um acidente que surgiu e nada mais. E nos momentos de dúvida que me passam quando vejo que a pessoa que dorme comigo sente o cheiro de outros, reparo que não te conheço e não creio no amor que jura ter, como se eu fosse realmente alguém que mexesse contigo e não um efeito colateral de uma noite fria num bar, onde todos estavam perdidos.
Antecipo minha partida, pois sei que ao anoitecer teremos o eclipse total do nosso coração e nesse momento tão oportuno o ômega negro dos assassinos hindus vai degolar meu amor, num jogo de bolas e com sabor de cerveja. O fim será na cama de motel em que aquilo que tanto quis irá acontecer e eu serei jogado naquele limbo solitário que todas as almas tão solitárias vão vagar para beber e esquecer dos romances que não deram fruto nenhum.
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